domingo, 3 de março de 2013

True story, love!

Maria sentia uma enorme falta de estar com ele, de lhe tocar, de cheirar, de falar... A vontade era tal, que queria tirar aquela pessoa do pensamento e abraçá-la. Pedir-lhe desculpa e dizer o quanto estava arrependida. Num desvario, sai de casa sem se arranjar e percorre todos os sítios que juntos frequentaram. Cada lugar tinha as suas características  umas mais marcantes que outras, mas todos especiais. À medida que procurava a ânsia de estar junto era ainda maior, a sede de lhe tocar percorria-lhe a tez branca e a volta aqueles lugares era a vivência de todos os bons momentos. Ligou para todos os seus contactos em comum, mas nunca obtinha a resposta que tanto precisava, mandou-lhe mensagens, foi ao ginásio que ele diariamente frequentava e nada. A esperança ia escasseando à medida que as horas passavam, o bolso estava vazio não havia qualquer meio para comprar seja que alimento for ou até apanhar um meio de transporte para casa. A necessidade era tal de estar com ele que Maria não pensou em mais nada. Um manto escuro tinha caído sobre a cidade, a noite era gélida e as ruas estavam desertas. Decidiu caminhar até casa, por fim lembrou-se que faltava um, o qual nunca tinha entrado. A casa dele!
No entanto, o medo de lá aparecer falava mais alto, acabando por ir para casa. As lágrimas percorria-lhe o rosto, a esperança de estar com ele tinha morrido ali e um enorme nó percorria-lhe a garganta. Entrou, comeu e foi para a cama. Maria só queria dormir e apagar todos os sentimentos que até ali tinham voltado. Fechou os olhos e por fim adormeceu. Ás 03:06m da manhã o telemóvel tocou, era uma mensagem de um número que desconhecia. 
A mensagem dizia: estou aqui em baixo, vem à janela. 
Ela correu até à janela, arrastou as cortinas e não viu nada. A campainha tocou, mas hesitou e não abriu. Uma voz percorreu o wall de entrada e assolou todo aquele silêncio. Ela abriu e era ele!
Maria tinha ficado pasma com o sucedido e não conseguiu dizer uma única palavra e ele, o João, diz-lhe: - anda cá! O corpo de Maria estava paralisado e João percorreu os seus passos. Sentaram-se os dois e permaneceram em silêncio, até que ela lhe pede desculpa com o rosto inchado de tanto chorar e a gola da camisola molhada. 
Ele abraça-a e diz-lhe: - está tudo bem, não chores mais Maria. Eu estou aqui, já me encontras-te. 
Maria - Como sabias que andava a tua procura? Porque não devolveste as minhas mensagens?     João - Isso agora não interessa, o mais importante é que eu estou aqui.
Maria abraçou-o como tanto desejava, de forma leve mas apertada. O silêncio percorreu novamente todas aquelas paredes, estavam juntos  e sozinhos. Foram para o quarto, o sorriso tinha aparecido e o cheiro estava já entranhado nas suas mãos. Os seus corpos tocaram-se, as mãos gélidas percorreram todo o seu corpo, promessas foram trocadas, os lençóis estavam amarrotados e as mãos voltaram a entrelaçar. 


                                                       - Todo o mundo é capaz de dominar uma dor, excepto quem a sente!


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