sexta-feira, 27 de janeiro de 2012




Acordei, hoje, a ouvir os teus passos desde o fundo do corredor. Levantei-me e fui até ao teu encontro, que tontinha, estava tão convicta que eras tu! Que tu estavas presente. Um leve sorriso preencheu o meu rosto e o teu cheiro foi como um manto que me cobriu nesta noite gélida. Voltei para a cama de mansinho, como uma pena que se eleva com o ar. A cama estava fria, os lençóis brancos eram como a neve e sobrava um grande espaço do lado esquerdo da cama. Uma parte de mim queria adormecer, pois estava cansada destes dias sobrecarregados de tantos exames, outra queria ficar ali acordada, a olhar para a porta a ver se entravas. Voltei adormecer, por uns breves instantes pois já era tarde e na manhã seguinte tinha de acordar cedo para voltar a desfolhar as imensas paginas que me faltavam. Acordei, e desta vez já era dia, corri para a cozinha que transbordava de aromas a café com leite em conjunto com os cheiros a fruta, das variadas compotas que compunham aquela mesa. De repente, a mesa ficou vazia e só eu estava presente naquele compartimento. Tudo tinha voltado aos seus postos de trabalho e eu mais uma vez iria mergulhar entre tantas letras. De repente, a luz do telemóvel começou a estar permanentemente ligada, tinha uma pequena mensagem: ''anda ter comigo ao sítio que te deixei na ultima vez''. Vesti-me e corri para esse local, de repente parei e não via ninguém. Pensei por momentos que era uma mera brincadeira, cabisbaixa, virei costas e estavas tu a minha frente! Com um sorriso de orelha a orelha.  Estava tanto frio, as mãos congelavam, os lábios estavam roxos, as pernas tremiam e os braços nem se mexiam. Agarras-te na minha mão e disseste: - anda, vamos seguir o nosso coração!

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